Ele era um menino como outro qualquer. Gostava de brincar, dormia e comia, elétrico como toda criança.
Alguns traços da sua vida, foram apagados pelo destino. Dias e noites sem dormir, entre pesadelos e lágrimas que repentinamente estavam lá, junto aquela forte dor no peito.
O menino que todos pensavam ser como todos os outros, gostava de olhar as estrelas e escrever poemas. Gostava de escrever palavras nas paredes, rabiscar poesias para embalar suas tardes frias e vazias, sem companhia.
O mesmo menino que não tinha forças para desenhar sua história, rabiscava com traços fracos somente o que podia lembrar...
O menino de ouro que era perfeito, que corria para abraçar e sempre sorria ao acordar. O menino que se escondia no armário para não apanhar dos pais, o mesmo menino que se cansou de esperar que a vida lhe desse uma mão e foi atrás do que acreditava ser melhor para ele.
Aos doze anos de idade ele saiu de casa com uma mochila, com algumas roupas. Humilde como sempre fora, saiu de casa de chinelos e parou na esquina. Olhou para trás e pensou em tudo que estava deixando para trás. Questionou-se se havia mesmo algo para deixar.
Dobrou a esquina e foi em direção de seus sonhos.
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